 |
|
 |
 |

"Homem, jovem, adulto, em formação, animado com suas possibilidades pessoais e profissionais,
qualificado para o consumo. Esse é o retrato do internauta brasileiro, revelado
pela 4a. pesquisa Cadê?IBOPE, 2000.
Embora recentemente conectado, sua relação com a rede é intensa e íntima: a base
do contato é o lar e as conexões se dão mais de uma vez ao dia.
O caráter de sua relação com a rede é essencialmente utilitarista, voltado à comunicação,
à informação e formação. O entretenimento cultural ou mesmo sexual, enquanto assunto,
tem pouco apelo a esse internauta: a própria rede é 'o entretenimento', seu assunto
predileto.
O consumo online está expandindo na direção de produtos descomplicados, que não
admitem erro, engano ou mal entendido: livros, CDs e softwares.
A boa notícia: a fidelidade online é uma palpável realidade. Quem
comprou uma vez repete mais uma de uma vez a dose, dispendendo valores até R$200,00.
A má notícia: a compra online é o assunto menos interessante e
o mais rejeitado pelos internautas, que ainda resistem à idéia, talvez por medo
de cometer algum erro e se arrepender.
A evolução: olhando para o passado, a comparação com os resultados
de 4 anos atrás (1996) revela duas principais dinâmicas de transformação: a introdução
cada vez maior das mulheres (saltam de 17% para 37%) nesse universo, e o aumento
da taxa de compradores online (vão de 18% para 32%).
Pierre Lévy, do departamento de hipermídia da Universidade de Paris, define Ciberespaço
como o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores.
O termo especifica não apenas a infraestrutura material da comunicação digital,
mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres
humanos que navegam e alimentam esse universo. Quanto ao neologismo "cibercultura",
que especifica o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de
atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com
o crescimento do ciberespaço.
Nesta área da Amenum, aos poucos vamos refletir sobre questões profundas da Internet.
Que movimentos sociais e culturais estão por trás do fenômeno da vida online? Quais
são as mutações que a cibercultura gera na educação e na formação intelectual? Quais
são as novas formas artísticas relacionadas aos computadores e às redes? Em outras
palavras, quais são as implicações culturais das novas tecnologias?
Estamos em vias de tecer uma enorme rede sobre o planeta, conectando todos os seres
humanos e fundindo as culturas nacionais, lentamente, em uma cultura globalizada
e cibernética. Você está preparado?
|
|
|